A Secretaria Geral do Sínodo publica hoje os dois primeiros relatórios finais dos Grupos de Estudo criados pelo Papa Francisco após a Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos: o do Grupo de Estudo n. 3 sobre A missão no ambiente digital e a do Grupo de Estudos n. 4 sobre A revisão da Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis numa perspectiva sinodal missionária.
Papa Leão
«Além do valor dos conteúdos, estes relatórios testemunham a experiência do caminho percorrido junto com os Dicastérios. Não é a primeira vez que os Dicastérios colaboram num projeto comum, mas aqui há algo mais: um autêntico exercício de escuta, reflexão e discernimento partilhado. É a sinodalidade posta em prática, não uma simples colaboração burocrática”, afirma o cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo.
O Relatório sobre a missão no ambiente digital (Grupo n. 3) VOCÊ PODE LER AQUI
O Relatório aborda uma questão central que surgiu durante a XVI Assembleia: como viver a missão da Igreja numa cultura cada vez mais marcada pelo digital. A partir de uma ampla consulta da qual participaram agentes pastorais, especialistas e realidades eclesiais de todos os continentes, o Grupo de Estudos compilou experiências, analisou desafios e formulou recomendações concretas.
Entre os temas principais estão: a necessidade de integrar a missão digital nas estruturas ordinárias da Igreja; o aprofundamento da noção de jurisdição territorial à luz das comunidades online; a formação de pastores e agentes pastorais em cultura digital. O Relatório conclui com uma série de propostas operacionais articuladas em três níveis – Santa Sé, Conferências Episcopais e dioceses – e inclui uma extensa seção sobre a metodologia adotada e as realidades consultadas.
O Relatório sobre a formação para o sacerdócio (Grupo nº 4) VOCÊ PODE LER AQUI
O Grupo de Estudos n.º 4, em vez de proceder à revisão da Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis (2016), considerada ainda válida nos seus princípios fundamentais, optou por preparar uma “Proposta de documento orientador” para a sua aplicação em chave sinodal missionária, à luz das indicações do Documento Final da XVI Assembleia.
O documento está dividido em duas partes. O Preâmbulo traça um quadro eclesiológico-pastoral e identifica uma série de conversões necessárias na formação para o sacerdócio: relacional, missionária, à comunhão, ao serviço e ao estilo sinodal. No centro, uma ideia forte: a identidade do sacerdote forma-se “no e a partir” do Povo de Deus, não se separa dele.
As Diretrizes, na segunda parte, traduzem essas conversões em pistas operacionais concretas. Entre as propostas mais significativas: a alternância entre a permanência no seminário e a residência em comunidades paroquiais ou outros ambientes eclesiais; experiências e momentos de formação partilhados com leigos, consagrados e ministros ordenados desde a etapa propedêutica; a inclusão de mulheres preparadas e competentes como corresponsáveis em todos os níveis de formação, inclusive na equipe formadora; a aquisição de competências para a corresponsabilidade e o discernimento comunitário. Por fim, o Grupo apresenta um itinerário para a divulgação e implementação das vias operacionais propostas.
O Cardeal Grech sublinha ainda que “os Relatórios Finais devem ser entendidos como documentos de trabalho, um ponto de partida e não um ponto de chegada. Mas, embora sejam documentos de trabalho, já contêm indicações valiosas – como demonstram os Relatórios de Grupo nº 3 e nº 4 – nos quais as Igrejas locais e as diferentes realidades eclesiais podem inspirar-se a partir de agora. do Sínodo, juntamente com os Dicastérios competentes, para traduzir o que surgiu nos relatórios em propostas operacionais para toda a Igreja, que serão entregues ao Santo Padre”.
Modo de publicação
Os Relatórios Finais são publicados em inglês e italiano, com indicação do idioma original e da tradução de trabalho. Cada Relatório é acompanhado de um resumo, disponível em vários idiomas, para fácil consulta. Com a apresentação dos Relatórios Finais, os Grupos de Estudos n. 3 e n. 4 concluem o mandato e são considerados dissolvidos.
Nota da Secretaria-Geral
Juntamente com o Relatório Final do Grupo de Estudos no. 3, a Secretaria-Geral publica uma Nota que ilustra a origem e o mandato dos Grupos de Estudo, a natureza dos Relatórios e o acompanhamento operacional planejado.
La Secretaría General del Sínodo publica hoy el informe final del Grupo de Estudio nº 5 sobre A participação das mulheres na vida e no governo da Igreja.
«Cuando se habla del rol de las mujeres en la vida de la Iglesia, debemos ser conscientes de que se trata ante todo de un factor de orden cultural», afirma el Cardenal Mario Grech, secretario general del Sínodo, y continúa: «De hecho, en muchas partes del mundo existen profundos retos culturales que deben reconocerse y abordarse. Con demasiada frecuencia, la forma de vivir la fe está determinada por ciertos aspectos culturales más que por los valores evangélicos. Nuestra misión renovada es hacer de la Iglesia una fuerza que encarne el Evangelio en las culturas, promoviendo el respeto de los derechos de todos y la corresponsabilidad según la vocación de cada uno. Esto requiere valentía, acompañamiento y paciencia para introducir cambios graduales que preserven la comunión eclesial, eliminen las discriminaciones y construyan comunidades en las que se valoren los dones y carismas de cada persona, hombres y mujeres».
El Informe
El Informe final se compone de tres partes. En primer lugar, una breve reconstrucción de la historia del Grupo de Estudio nº 5 y de su método de trabajo. Una segunda parte constituye la síntesis razonada de los temas surgidos durante el estudio sinodal. Esta parte es fruto de la escucha de las Consultoras del Dicasterio, del trabajo de sus diferentes instancias (Oficina Doctrinal, Congreso, Feria IV), de la lectura de las contribuciones recibidas y de numerosos testimonios solicitados por el propio Dicasterio.
Esta parte presenta una reflexión que parte «desde abajo», escuchando la experiencia y las contribuciones de las mujeres que ejercen funciones de responsabilidad en la Iglesia, para discernir lo que el Espíritu Santo está obrando e inspirando. Entre los temas clave se encuentran: el reconocimiento de que la «cuestión femenina» constituye un auténtico signo de los tiempos, a través del cual es el mismo Espíritu Santo quien interpela a la Iglesia; una atención propia de la sinodalidad a las Iglesias locales, con sus culturas y sus contextos concretos y diversificados; un enfoque relacional que valora la dimensión carismática de la presencia de las mujeres en la vida eclesial; un análisis de las decisiones concretas tomadas por los papas Francisco y León XIV, cuya decisión de confiar a las mujeres cargos de gobierno en la Curia Romana representa un modelo sobre el que toda la Iglesia está llamada a reflexionar.
Por último, la tercera parte consiste en un amplio apéndice de catalogación del ingente material que el Dicasterio ha recibido y recopilado, organizado en seis partes: 1) Figuras femeninas en el Antiguo y Nuevo Testamento; 2) Figuras femeninas relevantes en la historia de la Iglesia; 3) Testimonios actuales de mujeres que participan en el gobierno de la Iglesia; 4) El Principio Mariano y el Principio Petrino. Una mirada crítica; 5) La potestad eclesiástica; 6) La contribución del papa Francisco y del papa León XIV sobre el papel de las mujeres en la vida y la dirección de la Iglesia.
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A los informes finales y resúmenes
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Para ambos os Grupos de Estudos, os coordenadores ou membros ficam à disposição da imprensa. Para solicitar entrevistas, escreva para media@synod.va




